terça-feira, 24 de agosto de 2010

Teletrabalho e Tecnologia Colaborativa

A proliferação do teletrabalho enquanto forma alternativa ou complementar de realizar a nossa função na empresa deve-se à vulgarização de tecnologia de colaboração.

Hoje, sistemas como o Skype ou o Microsoft Messenger permitem-nos comunicar a custo zero e de forma imediata, via texto, voz ou video. Permitem ainda a partilha de ecrã, para que o suporte a programas informáticos ou reuniões simples possam acontecer à distância.

Sistemas mais sofisticados como o WebEx ou o GoToMeeting permitem que equipas de teletrabalhadores possam reunir, partilhar aplicações e discutir temas de forma imediata, e com a possibilidade de integrar participantes que entrem via telefone ou via outros sistemas de comunicação.

Para um sistema de teletrabalho informal ou para um freelancer, estes sistemas são suficientes. Contudo, à medida que as organizações crescem e que a exigência de segurança, fiabilidade, acompanhamento, gestão e registo de produtividade aumenta, as empresas têm de apostar em plataformas tecnológicas mais estruturantes, prontas a integrar com as restantes aplicações já existentes no seu sistema.

Assim, plataformas de colaboração em tempo real de chat, voz e video são trazidas para um ambiente intranet/extranet, a par de uma plataforma de partilha e edição de ficheiros partilhada; aplicações virtuais dos programas que o teletrabalhador encontraria no seu local de trabalho original; integrações com sistema de gestão de recursos humanos, CRM ou Business Intelligence; foruns de suporte; e um sem numero de aplicações adicionais, integradas caso a caso, tendo em conta o projecto de teletrabalho de cada empresa, bem como o seu sector de actividade ou até as qualificações de cada teletrabalhador.

O principal desafio está em simplificar o interface da informação para o teletrabalhador, de forma a garantir que este não atrapalha ou não confunde - e é neste sentido, que é muito importante ter toda a plataforma tecnológica de teletrabalho definida, criada e implementada antes da formação ao teletrabalhador, sob pena deste não encontrar uma ferramenta que, de facto, o ajude a si e à empresa a operacionalizar o seu trabalho à distância. 

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